sexta-feira, 26 de março de 2010

ARTIGO: CURRÍCULO CONTEXTO ESCOLAR E APRENDIZAGEM

CURRÍCULO CONTEXTO ESCOLAR E APRENDIZAGEM

Waldeni Monteiro Fontes

Licenciada em Ciências Biológicas (ULBRA)

Prof. Ms. Berilo de Sousa Lopes

E-mail: waldenif@hotmail.com

RESUMO

Este artigo desenvolve estudo com objetivo de esclarecer as possíveis dúvidas sobre o tema Currículo, Contexto Escolar e Aprendizagem. O mesmo foi realizado através de leituras e busca em literatura referente ao tema e textos da apostila do curso. O conteúdo esclarece sobre o currículo que é parte primordial na educação, é entendido como caminhos a ser seguido pelos profissionais da educação, e que o mesmo se molda pela teoria e a prática em sala de aula e que ao ser desenvolvido, gera uma aprendizagem de grande significação para o aluno.

Palvras-Chave: currículo educacional, políticas curriculares, políticas educacionais, multiculturalismo.

1 – INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como finalidade apresentar conteúdo de estudo realizado sobre o tema: Currículo, Contexto Escolar e Aprendizagem. O mesmo apresenta possibilidades de entender a educação brasileira, com intenção de propiciar um olhar geral sobre o currículo escolar e que a partir desse referencial, seja possível entender melhor a prática educativa que se desenvolve na escola nos dias atuais. No contexto escolar cabe a escola realizar formação através de um processo de ensino e aprendizagem de conhecimentos, habilidades, valores, atitudes e formas do pensar e atuar na sociedade, garantindo a educação escolar para todos os cidadãos, incluindo-os num universo cultural e comum.

2 – DESENVOLVIMENTO

2.1 - CURRÍCULO EDUCACIONAL

Currículo durante muito tempo, foi entendido como um rol de disciplinas, havendo atualmente uma multiplicidade de definições que muitas vezes se contrapõem. Todas as concepções sobre currículo, se compõem de certos elementos que evidenciam pressuposições valorativas. Eis aí o compromisso de cada educador na maneira de ver e sentir a educação. Qualquer que seja a teorização de currículo, implicará no desenvolvimento de uma estrutura coerente de hipóteses cientificamente verificadas em vista a integração dos fundamentos do currículo. Segundo o que estudamos, define-se que currículo não é apenas o plano de curso, mas tudo o que constitui o planejamento do processo de ensino-aprendizagem, incluindo a definição dos objetivos dos objetivos educacionais, os métodos e recursos instrucionais adotados, o modelo de avaliação. O currículo real, aquele que se desenvolve na escola, toma forma e corpo na pratica pedagógica e o currículo formal é transformado e reorganizado para adequar-se a realidade da escola articulando às opções dos professores e as necessidades dos alunos. Em cada escola essas condições estão presentes e interferem na realização do currículo, essas reorganizações dos saberes a serem ensinados é também fruto de negociações, opções decisões que envolvem os educadores e viabilizam a proposta pedagógica nas condições reais da escola. O currículo determina e orienta o trabalho escolar, a escola participa de sua elaboração ao selecionar e organizar os saberes com vista a transmissão e aprendizagem do aluno. A elaboração do currículo e a definição dos conteúdos e suas fontes segundo Menegolla e SANT’ANNA (1995 p 52), é o processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É a previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno. É o instrumento que orienta a educação como processo dinâmico integrado de todos os elementos que interagem para a consecução dos objetivos tanto dos alunos quanto da escola.

2.2 - POLÍTICAS CURRICULARES

O estudo da política curricular adotada no Brasil deve evidenciar novos rumos e novos sentidos para o trabalho educacional em especial das secretarias de educação das escolas e dos cursos e programas de formação de professores. Ao se considerar que o currículo se materializa no ensino, a partir do momento em que educandos e educadores vivenciam experiências nas quais constroem conhecimentos e saberes, revemos o sentido etimológico do termo, nos parece importante para estabelecer o olhar a que nos referimos. Na expressão: projeto político pedagógico, há redundância no sentido de que a ação pedagógica é um ato político por excelência. Portanto é um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da instituição na busca de alternativas constitutivas. O currículo propicia a vivencia democrática necessária para a participação de todos os membros as escola. Um projeto é pedagógico porque discute o ensinar e o aprender num processo de formação e é político porque trata dos fins e valores referentes à finalidade e analise critica de uma transformação social e nas relações entre conhecimento e estrutura de poder. Portanto uma instituição deve entender que sua solidificação acontece pela efetivação do seu projeto político pedagógico. Na reforma da educação a dinâmica curricular proposta fundamenta-se nos princípios da flexibilidade, autonomia integração e atualização. Flexibilidade em opção a rigidez do conceito de currículo adotado anteriormente, expressa em especial nas grades curriculares estáticas e com possibilidades restritas. Com as mudanças requer uma formação no campo profissional com qualidade e abrangente, a partir de uma dinâmica passível de mudanças processuais sem determinação previa do caminho a ser percorrido. No discurso do governo federal o currículo mínimo é considerado como uma mudança substancial na historia da reformulação curricular, provavelmente para justificar as mudanças realizadas na formação de professores implementadas nas diretrizes curriculares. O currículo não se reduz aos conhecimentos, mas envolve também interesses, rituais, conflitos controle, poder, conhecimentos científicos crenças visões sociais e resistências de conhecimentos considerados socialmente validos. O conhecimento escolar e, dessa forma uma instancia própria resultante de todas as interações existentes antes e durante o processo de sua concepção e que se concretizará em experiências vividas no espaço em sala de aula.

2.3 - POLÍTICAS EDUCACIONAIS

O termo “política” tem inúmeros significados. O conceito encadeou-se, assim, ao poder do Estado – ou sociedade política – em atuar, proibir, ordenar, planejar, legislar, intervir, com efeitos vinculadores a um grupo social definido e ao exercício do domínio exclusivo sobre um território e da defesa de suas fronteiras. O estudo da política educacional no Brasil, segundo a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), A União deve estabelecer em colaboração com os estados, Di9strito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação nos ensinos da Educação Básica( educação infantil, ensino fundamental e ensino médio), que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos de modo a assegurar uma formação básica comum mas com segurança. A LDB prevê uma base nacional comum para os currículos do ensino fundamental e médio que deve ser complementada por proposta dos estados, municípios e de cada escola. Os Parâmetros Curriculares Nacional(PCN) aprovados pelo Conselho Nacional de Educação em 1997, constituem sugestões de conteúdos a serem abordados pelas escolas publicas e privadas de todo país respeitando o principio federativo e da descentralização, o PCN não elimina a possibilidade dos estados e municípios terem suas orientações curriculares próprias. Em uma analise geral sobre a linha do tempo, referente a política educacional, percebe-se que como forma de sistematizar as idéias apresentadas na linha do tempo do currículo no Brasil, segue fatos históricos muito marcantes, quando a educação não tem uma estabilidade continua há sempre mudanças, mas com a intenção de melhorar. Nesse contexto afirma a história ria que, após a 1ª Guerra mundial inicia-se um processo de industrialização que leva a necessidade de alfabetizar os trabalhadores para serem mais especializados, houve ainda mudanças do poder político das mãos das oligarquias rurais, relacionando pobreza com analfabetismo. Com a imigração de grande numero de estrangeiros, aumenta a influência americana na esfera econômica e cultural na América Latina, idealizando o preparo dos indivíduos para o desempenho de papeis sociais. Acontecem em seguida, inúmeras reformas curriculares na seqüência dos anos ou em espaços de décadas e nas mudanças de governantes, em diferentes estados ou mesmo em todo país, até o momento atual, na busca de melhoras da política educacional. Tais movimentos pretendiam contribuir para a transformação das estruturas sociais econômicas, culturais e políticas do país e para a criação de uma sociedade mais justa.. até 1964 as questões educacionais voltaram a ser analisadas a partir de uma abordagem mais sociológica. Após o golpe o acordo M.E.C. – USAID de assistência técnicas assumiu todo aspecto da educação nacional, os planos da educação brasileira passaram a ser elaborados por especialistas americanos. A ideologia era a da eficiência e da racionalidade e no campo do currículo, a ênfase é dada ao tecnicismo e ao planejamento. O ensino público brasileiro ficou tanto tempo exposto ao descaso que, hoje, não faltam diagnósticos sobre sua situação. A questão, agora, é qual receita adotar para resolver os antigos problemas e fazer da educação a matriz do desenvolvimento nacional. Brasil ocupa uma posição pouco confortável junto aos principais países da América Latina, no que se refere a maioria dos índices de desenvolvimento educacional. Mesmo existindo um consenso sobre a gravidade dos problemas do ensino brasileiro, e uma grande variedade de propostas para solucioná-los, o problema persiste ao longo da história. Segundo pesquisadores, uma das conclusões é que na rede pública o aluno não está aprendendo o mínimo necessário, pois na escola privada há mais liberdade para ampliar seu currículo e dar mais estabilidade ao ensino. Também pode cobrar mais dos professores, enquanto que na rede publica esses direitos são mais presos ao currículo e ainda afirmam que pelo salário dos professores, não oferece oportunidade de tais preparo pois os mesmos precisam exercer varias funções quando não conseguem se dedicar totalmente a escola ou a educação, desempenhando um trabalho de qualidade como deve ser.

2.4 - MULTICULTURALISMO E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A contribuição das teorias do currículo voltadas para uma critica da cultura, oferece-nos uma outra possibilidade de viver e a escola se constitui como um local em que os conhecimentos, competências, habilidades, as crenças e as regras, existem como produtos da sociedade. A escola voltada para uma sociedade cultural dominante nos ensinou algo que até hoje, não são fáceis de serem questionadas, pois muitos pensam que são naturais. O multiculturalismo torna-se a idéia de convivência das diferentes e diversas culturas nacionais e sua representação na educação e no currículo. Analisar e trabalhar educação de uma perspectiva culturalista implica prestar atenção às formas e processos pelos quais as histórias e narrativas que são contadas no currículo, estão implicadas na relação de poder e na representação de um mundo social. Sendo desta forma a educação cultural um processo multidimensional de interações entre sujeitos e identidades culturais diferentes. Quando se considera que o currículo só se materializa no ensino, quando alunos e professores vivenciam experiências nas quais constroem conhecimentos e saberes, compreende-se a recorrente referência a prática e a formação docentes nos estudos que tomam o currículo como objeto de suas atenções. A mesma articulação é visível no âmbito das políticas publicas quando as reformas curriculares se atrelam buscando modificar os diferentes momentos e processos na formação do professorado.

3 – CONCLUSÃO

Considerando a difícil interpretação do conteúdo em foco, conclui-se que realmente o currículo é essencial para o desempenho de todas as funções educacional e que em meio a tantos problemas ora enfrentados neste país, inclusive a educação, faz se necessário uma busca mais aprofundada para descobrir como realmente solucionar estas questões. Um olhar mais critico dos governantes ajudará a definir esses pontos essenciais. Também faz parte da mesma história o desenvolvimento de novas competências tanto quanto das habilidades dos profissionais da educação. Há um consenso virtual sobre a natureza dos problemas educacionais brasileiros e os passos necessários para resolvê-los, porém persistem intensos conflitos sobre o controle e a distribuição É interessante introduzir sistemas de incentivo e motivação do professor, e aumentar a participação dos pais com pressão por melhor qualidade de ensino. Com mais preparo desses profissionais poderá ressurgir uma sociedade mais justa e mais eficiente, contando com o cumprimento de seus direitos e deveres. Para que a escola funcione, é preciso investir no professor. Ele tem que ser motivado, capacitado e bem gerido.

Ao se referir as análises e reflexões sobre currículo educacional, conclui-se que realmente currículo não é somente um rol de disciplinas. Embora muitos ainda continuam afirmando que a grade de disciplinas é o currículo escolar, mas com inúmeras definições para currículo escolar ou mesmo currículo educacional, fica claro e sem a menor dúvida que currículo engloba tudo que se diz respeito aos conteúdos, disciplinas e tudo que é planejado para desenvolvimento do aluno. Currículo é parte significante da política educacional, não sendo portanto, formado isoladamente, são metas, caminhos que jamais poderão ser esquecidos.

BIBLIOGRAFIA

IPAE . apostila da disciplina, Currículo, Contexto Escola e Aprendizagem, 2008

UNITINS, apostila Normal Superior, da disciplina Teoria do currículo p 93 a 131- Palmas, 2003.

MENEGOLLQ, Maximiliano & SANT’ANNA, Ilza Martins. O currículo escolar. 2ª ed. RJ: Vozes, 1995.

Disponível em: http://www.smarcos.br/, acessado em 05/06/2008.

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