terça-feira, 20 de abril de 2010

PRÁTICA DOCENTE E APRENDIZAGEM

PRÁTICA DOCENTE E APRENDIZAGEM

Waldeni Monteiro Fontes
Licenciada em Ciências Biológicas (CEULP-ULBRA)
Normal Superior (UNITINS)
Especialista em Metodologia de Ensino para Educação Básica
Docente: profª. Ms. Edna Maria Cruz Pinho
E-mail: waldenif@hotmail.com


RESUMO

A prática docente envolve a formação de professores com sua identidade, a docência como profissão e o aluno na prática da aprendizagem e para ter sucesso no ensino-aprendizagem, abrange a afetividade do aluno e a relação professor-aluno, juntamente com o conhecimento do professor e a forma de expor tais conhecimentos. Este trabalho será desenvolvido através de leituras recapitulando estudos realizados em sala de aula, expondo o aprendizado obtido no encontro com a professora e alunos do curso de especialização em Metodologia de Ensino para Educação Básica.


1 – INTRODUÇÃO

          Na tarefa de ensinar e aprender, os educadores devem estar imbuídos do sentimento de investigação, ou seja, buscar a origem, fazer ciências com o educando, significando ora ser professor, ora ser aluno, o que não é tarefa fácil. Visto que já temos conceitos arraigados que nem sempre nos permite transpor determinadas barreiras com o fim único de propiciar que o aluno construa seu conhecimento, consideramos que nenhuma teoria exista sozinha sem o devido suporte das outras, pois em suas essências elas se fundem, e todas estão e são para o ser humano, visando o seu crescimento e bem estar. Na sociedade contemporânea, torna-se mais notável e mais necessário, o trabalho do professor, pois sua mediação é parte fundamental no processo ensino aprendizagem e que desta forma constitui o conhecimento e a cidadania do aluno. Para obter um trabalho de qualidade do professor, é necessário que ocorra uma formação a nível a atender a exigência atual, pois o professor precisa adquirir mais conhecimentos e os saberes necessários à docência. Que tais professores desenvolva conhecimentos e habilidades, atitudes e valores, possibilitando-os a dar respostas a necessidade imposta pela sociedade. O professor necessita mobilizar os saberes da experiência, a fim de mediar o processo de construção de sua própria identidade. A pratica docente neste estudo envolve o saber fazer e nesta concepção está claro que quem ensina faz e deve saber fazer, a tarefa de ensinar na essência, inclui o aprender.
          A aprendizagem escolar possui características próprias e da aprendizagem familiar, pois nesse exercício de aprender, são  utilizados experiências adquiridas da família e do meio onde estão inseridos, tais experiências tornam-se em conhecimentos e aprendizagem, considerados como uma troca de informações. A capacidade de aprender é inata, e existem várias maneiras de aprender, pois cada pessoa e cada professor têm sua própria forma de ensinar. Como exemplo veja que nas escolas dos sumerios, se usava o método da repetição, os alunos repetiam várias vezes os textos escritos e lidos, memorizando-os, utilizavam também o método de copias, e dessa forma a aprendizagem era realizada. Os egípcios e os gregos utilizavam a mesma prática, na idade média também era utilizado o mesmo método. Na renascença continuou a exigir à memorização dos textos, quando neste período a escrita inicia a liberar a memória da obrigação de conservar todo conhecimento acumulado. Atualmente os desafios do nosso mundo as exigências dos novos tempos e a tecnologia, a velocidade das transformações impõem outras exigências não memorísticas. Portanto com inúmeras mudanças atuais, muda-se a maneira de aprender. A demanda por diferentes e continuas aprendizagens é uma marca da nossa sociedade. Essa demanda exige novas formas de conhecimentos, pois a sociedade cresce e se modifica numa velocidade acelerada. Entre tantas exigências e mudanças, exige-se dos professores que tenham uma melhor formação e que busquem mais conhecimentos com novas praticas de ensino que venha gerar novas formas de aprendizagem para o aluno. 


2 – DESENVOLVIMENTO


2.1 – FORMAÇÃO DE PROFESSORES
      

          Os últimos tempos têm sido marcados pela discussão sobre a qualidade da educação e sobre as condições necessárias para assegurar o direito de crianças, jovens e adultos a aprendizagem imprescindível para o desenvolvimento de suas capacidades.  As transformações cientificas e tecnológicas que ocorrem de forma acelerada exigem dos profissionais novas aprendizagens proporcionando desafios enormes para a sociedade e consequentemente para a educação escolar. mesmo não sendo a escola  a única responsável pela educação, mas por ser a instituição que desenvolve uma pratica educativa planejada e sistemática durante um período de tempo continuo na vida das pessoas. A escola deve garantir às crianças e jovens a possibilidade de ao longo da escolaridade compreender conceitos, princípios e fenômenos cada vez mais complexos, e de transitar pelos campos do saber, aprendendo procedimentos, valores e atitudes imprescindíveis para o desenvolvimento de suas capacidades. Essas capacidades  são: cognitivas, afetivas, físicas, éticas, estéticas, de inserção social e de relação interpessoal, sendo possível por meio do processo de construção e reconstrução de conhecimentos.
          A definição de diretrizes para a formação de profissional dos professores não depende apenas da identificação apenas das tarefas próprias da educação escolar, mas sim da identificação do lugar que a formação de professores ocupa no conjunto de fatores que interferem na aprendizagem dos alunos. O desenvolvimento nas áreas educativas e a grande exigência de formação de professores têm ocorrido em função da melhoria da qualidade do ensino, na educação visando maior comprometimento do professor na sua pratica em sala de aula. O trabalho do professor e sua formação inclui, competências de um profissional intelectual que atua em situações singulares. Para tanto, o domínio teórico do conhecimento profissional é essencial, mas não é o suficiente. É preciso saber mobilizá-lo em situações concretas, qualquer que seja sua natureza. A produção de conhecimentos pedagógicos exige a competência para construir um discurso sobre a pratica de sistematizar e comunicar saberes construídos e compartilhados. A boa formação do professor possibilita o confronto dos limites do conhecimento, dessa forma o professor não pode ser visto como o problema, mas sim como um profissional que está apto para resolver parte dos problemas educacionais. É certo que há uma enorme distancia entre o perfil do professor que a realidade atual exige, e o perfil de professor que a realidade até agora criou. Sendo um bom profissional possuindo as habilidades e competências exigidas do sistema de ensino, o professor está desta forma construído sua identidade ideal. Portanto a formação é entendida como um processo continuo e permanente de desenvolvimento, o que exige do professor um compromisso político e social. Isto significa que ser um profissional da educação implica aprender sempre e contribuir para uma aprendizagem significativa dos alunos que são sujeitos do processo educacional. Mesmo tendo boa formação, o professor precisa ter um bom relacionamento com seus alunos, dando abertura e possibilidades de uma boa aprendizagem.



2.2 – APRENDIZAGEM

          Da mesma forma que o mundo se transforma hoje em dia com uma rapidez espantosa, a escola também passa por mudanças acompanhando as novas concepções de ensino e aprendizagem. Na pedagogia tradicional, encontrávamos uma maneira de dar aulas voltadas somente para a transmissão oral dos conteúdos, na qual o aluno era visto como um ser passivo que acumula conhecimentos (MEC, FUNDESCOLA). Hoje a educação pretende desenvolver a capacidade do aluno de aprender por si próprio e sempre, para isso ele deve ser o sujeito do processo de aprendizagem, e o professor um importante mediador nesse processo. O aluno constrói seu conhecimento a partir de suas ações sobre o que deseja conhecer. Cada aluno traz para a escola conhecimentos diversificados, dependendo das oportunidades que teve de interagir com o mundo e do ambiente em que vivem, certo é que, todos possuem uma forma de aprender. Segundo o informativo MEC, FUNDESCOLA, entende-se que as pessoas somente podem compreender o mundo e se desenvolver, agindo sobre objetos e interagindo com outras pessoas. É importante observar que quando um aluno apenas memoriza ou decora, ele esta aprendendo mecanicamente, é diferente de quando ele compreende determinado assunto.  O compreender é cognitivo, portanto o aluno deverá ser conscientizado que é necessário compreender os conteúdos a serem estudados e esta tarefa cabe ao professor fazer esta conscientização aos seus alunos.  É importante saber que muitas vezes a escola está transmitindo um conhecimento que o aluno já possui. No processo de interação com objeto a ser conhecido, a criança constrói explicações sobre ele de acordo com a estrutura cognitiva, ou seja, de acordo com seu conhecimento. Por sua vez a escola proporciona conhecimentos mais sistematizados e por isso deve proporcionar uma aprendizagem mais significativa. O aluno aprende de maneira significativa quando estabelece relações entre os conteúdos escolares e os conceitos construídos por ela. Os conceitos ensinados vão se incorporar aos já existentes, reorganizando e ampliando sua estrutura cognitiva. A escola deve desafiar, exigir, e estimular a inteligência do aluno, e o professor em primeiro momento tem o papel de apresentar os conteúdos em forma de problemas, levando o aluno a pensar, buscar soluções e dar suas idéias. Isto funciona como desafios e os alunos se sentirão incentivados a agir sobre o meio para buscar respostas.  A partir do momento em que um desafio é colocado, cada aluno apresenta baseando-se em sua experiência pessoal, dando explicações para o problema, construindo novos conhecimentos. Essas respostas são hipóteses, e o confronto entre as hipóteses de vários alunos mantem o desafio e impulciona a reorganização dos conceitos. Segundo BORDONI, para que uma aprendizagem ocorra, deve ser significativa, e que seja vista como compreensão e de significados, relacionando-se as experiências anteriores e vivencias pessoais dos alunos. Neste sentido que venha  permitir a formulação de problemas, bde algum modo desafiantes que incentivem o aprender mais, o estabelecimento de diferentes tipos de relações entre fatos, objetos, acontecimentos noções e conceitos, desencadeando modificações de comportamentos e contribuindo para a utilização do que é aprendido em diferentes situações.     O ensino pode ser entendido como uma ajuda ao processo de aprendizagem, e a ajuda externa é necessária para que o aluno construa seu conhecimento. Uma forma de ajuda eficiente é criar zonas de desenvolvimento proximal e oferecer a devida assistência.


2.2.1 - ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL
         
          O nível de desenvolvimento real é aquilo que o aluno pode fazer sozinho em uma determinada situação sem ajuda de ninguém,
          O nível de desenvolvimento potencial é o que pode fazer ou aprender na interação com outras pessoas, conforme as observa, imitando, trocando idéias com elas e ouvindo suas explicações, sendo desafiadas por elas. E essas pessoas podem ser o professor e seus próprios colegas.
          A zona de desenvolvimento proximal pode ser definida como o espaço no qual graças à interação e a ajuda de outros, uma pessoa pode realizar uma tarefa de maneira que não seria capaz de realizar individualmente. Por meio da participação ativa de outros e os apoios, o aluno modifica seu conhecimento e adquire maiores possibilidades de atuação autônoma e independente. Neste sentido entende-se que a interação entre professor e aluno auxilia no desenvolvimento da aprendizagem na construção de novos conhecimentos. Para tanto o professor deve aceitar contribuições dos alunos, respeitando-as mesmo quando apresentadas de forma confusa ou mesmo inadequada, em favorecer o respeito por parte do grupo assegurando a participação de todos. Vimos dessa forma que as crianças aprendem e pensam de formas diferentes, não só os conhecimentos de que dispõem, mas suas capacidades intelectuais seus interesses e motivações são muito diversificadas. Vale ressaltar que, as diferenças encontradas em sala de aula, não são obstáculos para o cumprimento da ação educativa, ao contrario, podem e devem ser fator de enriquecimento.

2.2.2 – AFETIVIDADE

        A afetividade é considerada a energia que move as ações humanas e sem afetividade não há interesse nem motivação, ou mesmo é a energia interna que se expressa através de emoções e sentimentos.  No universo escolar há sempre um consenso entre educadores com base nas principais teorias do desenvolvimento sobre a importância da qualidade das primeiras relações afetivas da criança. Sendo que a afetividade chega a implicar no desenvolvimento emocional e afetivo, na socialização nas interações humanas e, sobre tudo na aprendizagem. Para uma boa aprendizagem é importante a participação ativa da criança, no processo, essa participação ativa, se representa através de comportamentos como: perguntar, responder, pensar e explicar o que pensou, procurar respostas para os desafios errar e reformular seu pensamento, o afeto está presente nessas atitudes, ou seja, o afeto está presente em todas as atividades humanas. Portanto a afetividade influencia a construção de conhecimento, então para que um aluno construa seu próprio conhecimento ele precisa querer e desejar. O professor também precisa ser aberto com seus alunos bem sociável, pois a insegurança,  o medo, o ódio, a tristeza, diminuem o desejo de saber, o aluno jamais deve ter medo de seu professor, pois emoções contrarias pode dificultar a aprendizagem do aluno.



2.3 – CONCLUSÃO

          Mediante grandes transformações ocorridas na sociedade atual, o mundo inteiro corre em busca de novas informações, novas formas de ensinar e aprender. Por outro lado, tais transformações cientificas e tecnológicas, exigem de todos novas aprendizagens ao ponto de proporcionar desafios para a sociedade e para a educação escolar. A educação precisa contribuir para formação de cidadãos conscientes de seus valores e que respondam realmente aos desafios colocados pela realidade atual.
          Entende-se que educação faz parte de tais avanços na área de conhecimento, dessa forma, faz-se necessário que seus profissionais sejam capazes de gerar ou fazer acontecer tais desenvolvimentos na carreira educacional dos alunos, já que  os mesmos se inserem no mesmo mundo de tamanho desenvolvimento. Os educadores como docentes, em sua prática precisam munir de certas competências e habilidades, que gerem nos alunos segurança e resultados positivos na sua aprendizagem e que tais aprendizagens sejam significativas, para o momento em destaque. A grande preocupação com o trabalho prestado pelos docentes, não é somente com o sucesso escolar dos alunos, mas sim com a garantia do desenvolvimento da capacidade pessoal desses alunos que lhes permita plena participação social num mundo cada vez mais exigente em todos os aspectos. Portanto o trabalho do professor deve ser completo, o mesmo deve possuir competências e habilidades para realizar um trabalho eficaz. O professor precisa possuir sua própria identidade, saber do que é capaz pois sua formação interfere muito na aprendizagem do aluno, pois quanto mais capacitado ele for mais informações poderá passar para seus aluno.
          A aprendizagem dos alunos deve ser de forma significativa, conhecer os significados dos conceitos adquiridos. A aprendizagem ocorre de varias formas, e entende-se que o aluno é o sujeito mais centralizado neste processo e o professor é seu mediador e auxiliar. Neste sentido o sujeito constrói seu conhecimento a partir de suas ações sobre o que deseja conhecer. O ensino pode ser entendido como ajuda ao processo de aprendizagem e o professor deverá aceitar as contribuições dos alunos, podendo até estar de uma forma confusa ou inadequada. Entende–se que as crianças possuem maneiras diferentes de aprender, mas isto não são obstáculos para aprendizagem, mas sim uma ajuda e um enriquecimento. Através da realização desse estudo, entende-se que a afetividade é um fator essencial para uma boa aprendizagem, pois afeto e inteligência são inseparáveis. E a afetividade influencia a construção de conhecimentos.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, MEC, FUNDESCOLA. Guia de Estudos. Proformação. Módulo III, Unidade 2. Brasília: MEC, 2000, p. 92 a 110.



PLANEJAMENTO EDUCACIONAL FUNDAMENTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

PLANEJAMENTO EDUCACIONAL
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

Waldeni Monteiro Fontes
Graduada em Ciências Biológicas – 2006/1(ULBRA)
Especialista em Metodologia de Ensino para Educação Básica
Prof. Ms. Berilo de Sousa Lopes


RESUMO
Este artigo tem como objetivo apresentar estudo realizado em sala de aula da pós-graduação Latu Sensu, no curso de Metodologia de Ensino para Educação Básica, tendo como disciplina Planejamento Educacional Fundamentos Teóricos e Práticos. No desenvolvimento deste trabalho, abordará termos relevantes na área da educação como: planejamento educacional,  o mesmo será desenvolvido através de leituras em livros, e textos e artigos avulsos, objetivando uma compreensão destes conteúdos já estudados em sala de aula.

Palavra Chave: planejamento, tipos de planejamento, plano, tipos de plano.

 1 – INTRODUÇÃO

          A educação como processo, jamais poderá ser desenvolvido isoladamente ou fora de um contexto nacional, regional e comunitário da escola na qual o homem está inserido, como agente das circunstâncias existenciais. Por isso todo processo educacional requer um planejamento a nível de escola e a nível de ensino. Haja vista que o planejamento faz parte de toda e qualquer instituição, empresa, organização grupal setores de trabalho e  educação, constituindo dessa forma a racionalidade organizacional, pela seleção de espaço e tempo definindo então a onde pode ou quer chegar. Conforme (Chiavenato, 2000, p195) planejar é definir objetivos, e escolher antecipadamente o melhor curso de ação para alcançá–los, o planejamento define onde se pretende chegar, o que deve ser feito, quando, como e em que seqüência.

2 – DESENVOLVIMENTO

2.1 – PLANEJAMENTO

           Planejamento Educacional é antes de tudo a aplicação da própria educação àquilo que os verdadeiros educadores se esforçam para inculcar em seus alunos. É, portanto a manipulação e a racionalidade da organização em geral, como em instituições sociais dentre as quais a educação. O mesmo se define como um processo de previsão de necessidades e racionalização de empregos dos meios materiais e dos recursos humanos disponíveis a fim de alcançar objetivos concretos em prazos determinados e em etapas definidas, a partir do conhecimento e avaliação científica (MARINEZ, OLIVEIRA, 1977, p11). O ato de planejar requer habilidades para prever uma ação acertada e o planejamento requer um conhecimento da realidade das urgências e necessidades da escola.. É o planejamento que determina e orienta todas as etapas do ato de planejar. Um planejamento educacional, precisa envolver alguns aspectos importantes como: abordagem racional e cientifica dos problemas, determinação dos objetivos, recursos e metas específicas a serem atingidas e em prazos definidos.


2.2 - TIPOS DE PLANEJAMENTO


 2.2.1 - Planejamento Curricular


           É o processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar (MEEGOLLA;  SANT’ANNA , 1995, p52). É a previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno, instrumento que orienta a educação como processo dinâmico integrado de todos os elementos que integram para a consecução dos objetivos, tanto dos alunos como os da escola. Envolve as situações de ensino e aprendizagem assim como toda ação pedagógica da escola. É através do projeto curricular que a escola realiza seu trabalho e implementa os princípios da educação. Para MEEGOLLA; SANT’ANNA,  as fases do planejamento curricular se constituem em três momentos básicos que são: mapeamento, diagnóstico e estudo da realidade  social  política, econômica e cultural a que se insere a escola. Num segundo momento, tem-se a elaboração da filosofia e missão do trabalho pedagógico. O terceiro momento é o estudo dos fatores que facilitam ou prejudicam o processo educacional, a partir do entendimento e análise das concepções e tendências educacionais.


2.2.2 - Planejamento de Ensino:


           É também fundamental no contexto educacional, pois o mesmo envolve educando e educadores. É o processo de decisões sobre atuação concreta dos professores no cotidiano de seu trabalho pedagógico, em constantes interações entre professores e alunos (PADILHA, 2001, p. 33). Inclui as atividades a serem desempenhadas pelo professor, estabelecendo objetivos, conteúdos, a metodologia de ensino os recursos e critérios de avaliação.

 2.2.3 - Planejamento Escolar:

 É um roteiro, um guia um manual constante que direciona a linha de pensamento e ação dos professores em relação à aprendizagem dos seus alunos. O professor deve escolher um plano que melhor atende a sua realidade e a de seus alunos, enquanto que os setores pedagógicos devem oferecer propostas e orientações aos professores de como devem planejar, mas quem decide o modelo é a realidade dos alunos, em consonância com o professor e o projeto político pedagógico da escola.


2.2.4 - Planejamento de Aula


          Instrumento individual de trabalho tendo como fundo a aula e a sala de aula. A aula é a parte integrante de um plano de curso que por sua vez integra a proposta pedagógica de uma escola a qual é parte de um sistema ou proposta educacional. Devem incorporar objetivos, metas bem como expectativas dos vários integrantes da comunidade escolar. O principal papel do professor na sala de aula consiste em tomar decisões para promover aprendizagem de seus alunos de forma eficaz e eficiente. Um plano de aula inclui decisões do professor a respeito de: conteúdos estrutura, seqüência e a forma de apresentação das atividades, estímulos e meios a serem utilizados como: estratégias para avaliação, previsão de tarefas extra classe, estudos, projetos e exercícios ou outras atividades para facilitar a aprendizagem e aplicação de conhecimentos.

2.2.5 - Planejamento Político Social

 Responde as questões: “para quê”,“para quem” e com “o quê”, cuja a preocupação central é definir fins,  buscar conceber visões globalisantes e de eficácia.

2.2.6 - Planejamento Operacional

           Se preocupa em responder “o que”, “como” e “com que” tratando prioritariamente  dos meios. Abarca cada técnica isoladamente e  enfatiza a técnica os instrumentos centralizando-se na eficiência e na busca da manutenção do funcionamento, tem sua expressão nos programas, sendo  mais especificamente nos projetos.

2.3 – PLANO

          É a apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a serem realizadas, é também a conotação de produto do planejamento, é um guia e tem a função de orientar a prática, partindo da própria prática, é flexível, não podendo então ser rígido e absoluto. É um documento utilizado para registro de decisões do que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer e com quem fazer. Para existir plano é necessário que haja discussões sobre objetivos a que se deseja alcançar.

2.3.1 - Plano Nacional da Educação

 Contém as reflexões políticas educacionais a serem desenvolvidas a certo prazo.

2.3.2 - Plano Escolar

          Contém registros e resultados do planejamento da educação escolar, com as orientações e ligações no projeto pedagógico da escola.

2.3.3 - Plano de Curso
:
           Conforme OLIVEIRA, CLITON CHADWICK, 2002, p. 238, o plano de curso de cada professor reflete ou deve refletir as diretrizes e orientações do sistema de ensino e da escola onde lecionam, tais diretrizes estão expressas no plano de desenvolvimento da escola ou na sua proposta pedagógica. O mesmo é, portanto a organização de um conjunto de materiais que vão ser ensinados em uma instituição educacional durante o período de duração de um curso. É também a sistematização da proposta geral de trabalho do professor em determinada disciplina ou área de estudo. Esse plano define a operacionalização da escola que já está expresso no seu plano curricular, que ao mesmo tempo apresenta a filosofia educacional, objetivos as disciplinas e conteúdos e ainda especificam os recursos humanos e materiais, procedimentos e processos de avaliação. Este plano é um documento onde o professor apresenta sua proposta de trabalho para o ano, semestre ou bimestre, de acordo o combinado entre os professores da escola em que exerce sua função, sendo este o plano de unidade contendo objetivos específicos conteúdos e desenvolvimento metodológico.


2.4 – PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

         No conteúdo estudado esclarece sobre programa, que é formado por projetos de determinados órgãos ou setores com tempo definido, Sendo o projeto a antecipação  daquilo que se pretende realizar, dentre os quais está o projeto Político pedagógico da escola. Foi destaque também temas como: procedimento de ensino, composto por objetivos, conteúdos e métodos tendo os mesmos um acentuado significado na área do ensino . Fica claro que objetivos de ensino expressam as transformações que o professor pretende alcançar ou realizar com seus alunos e os conteúdos de ensino não consta somente dos que estão registrados em livros didáticos, mas incluem-se as várias formas de conhecimento que o aluno e professor possuem e vê no dia-a-dia. Tais conhecimentos auxiliam no desenvolvimento do aluno, onde se aplica o procedimento de ensino que são as ações do professor e do aluno, tendo ambos um relacionamento a nível de troca de conhecimento e informações.


2.5 - CONCLUSÃO


          De forma sucinta, conclui-se que o planejamento define onde se pretende chegar, o que deve ser feito. Quando como e em que seqüência, não se deve iniciar qualquer tipo de atividade sem primeiro planejar, refere-se às instituições, organizações, empresas, grupos de trabalho assim como a Educação, sendo o foco principal de nosso estudo. Cabe a cada profissional, seguir corretamente o planejamento curricular da escola, os seus própios planos. Já que planejar é construir uma realidade tão desejada e não somente organizar a realidade existente e mante-la em funcionamento, mas é transformá-la em uma nova realidade. Que os verdadeiros profissionais tornem seus sonhos em realidade ou que no mínimo se aproximem dela ao máximo.




REFERENCIAS BLIBIOGRAFICAS:
SANT’ANNA, Flavia Maria. Planejamento de Ensino. 11 ed. Porto Alegre, RS: sagra, 1986.

CHIAVENATO, Adalberto. Teoria Geral da Administração. 6ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

CHARDWICK, CLIFTON. Aprender e Ensinar. 4ª ed. São Paulo, Global., 2002.

IPAE. Apostila, Pós-graduação. Planejamento Educacional - Fundamentos Teóricos e Práticos. Palmas-2008. 

DIFICULDADES DA APRENDIZAGEM

DIFICULDADES DA APRENDIZAGEM
ALUNA: Waldeni Monteiro Fontes
Licenciada em Ciências Biológicas – ULBRA- 2006/1
Pós-Graduando – Metodologia de Ensino para Educação Básica
Docente: Profª. Ms. Cristiane de Quadros Mansanera                                                                                                                                                                          waldenif@hotmail.com


RESUMO: este trabalho tem o objetivo de apresentar estudos relacionados sobre dificuldades de aprendizagem, realizado em sala de aula sob a forma de discussões e leituras. Quanto à dificuldade de aprendizagem, abre se um leque bem amplo, dentre os quais são mencionados os seguintes: Distúrbio da aprendizagem, sinais de transtorno da aprendizagem, transtorno por defict de atenção e hiperatividade, critérios diagnósticos, impulsividade.

Palavras-Chave: dificuldade de aprendizagem, dislexia, hiperatividade, defict de atenção.


1- INTRODUÇÃO

          A aprendizagem e a construção de conhecimentos são processos naturais e espontâneos do ser humano. A aprendizagem escolar é considerada um processo natural, resultante de uma complexa atividade mental, na qual o pensamento, a percepção as emoções, a memória a motricidade e os conhecimentos prévios são envolvidos e dessa forma as crianças sentirão o prazer em aprender. O estudo da dificuldade de aprendizagem humana é desenvolvido pela psicopedagogia, quando é considerado as realidades internas e externas da criança, utilizando as varias áreas de conhecimento, sendo os mesmos integrados e sintetizados nesta área de desenvolvimento. Na aplicação destes conhecimentos e nesta integração, são  desenvolvido os processos cognitivos, emocionais, orgânicos, familiares sociais e pedagógicos que determinam a condição do sujeito dando-lhe acesso a aprendizagem de forma prazerosa. Atualmente a política educacional prioriza a educação para todos e a inclusão de alunos que, a pouco tempo eram excluídos do sistema escolar, por portarem deficiências físicas ou cognitivas, mas hoje são incluídos no sistema e obtendo sucesso na aprendizagem  e desenvolvimento social. As dificuldades de aprendizagem podem ser consideradas uma das causas a conduzir o aluno ao fracasso escolar. Pois vale observar e analisar que, as dificuldades não são somente por parte do aluno pode ser da escola também, quando as  vezes não oferece uma boa condição de ensino. Por isso muitas vezes o fracasso do aluno poderá ser entendido como um fracasso da escola, por não saber lidar com a diversidade dos alunos que tem. É importante que o professor atente para as varias formas  de ensinar, pois há muitas maneiras de aprender.

2-DESENVOLVIMENTO

2.1 - DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
         
          Na dificuldade de aprendizagem nos deparamos com: a deficiência, que se define como ausência ou disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica, que diz respeito à biologia da pessoa. Também se refere à pessoa que está sob amparo de uma determinada legislação. Mesmo sendo impróprio o termo deficiente, a pessoa com deficiência tem direito a atendimento especial. A educação especial tem sido uma das áreas que tem desenvolvido estudos com finalidades de oferecer bons atendimentos a tais pessoas. A educação passou a ter atendimento para pessoas com necessidades educacionais especiais, que inclui as pessoas com deficiências além das necessidades comportamentais emocionais ou sociais.  

2.2 - DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM

         O distúrbio ocorre a nível de sistema nervoso central e é interno, é da própria criança provindo do seu sistema nervoso ou psicológico. Podemos mencionar alguns como: a dislexia com suas classificações ou distúrbio da leitura,

2.3 – DISLEXIA

           É um distúrbio especifico da leitura, distúrbio neurológico de origem congênita que acomete crianças com potencial intelectual normal, sem deficts sensoriais, com suposta instrução educacional apropriada e que não conseguem adquirir ou desempenhar satisfatoriamente a habilidade para leitura ou escrita.  É frequentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras, na leitura e na fala. Pessoas disléxicas apresentam dificuldade na associação do som, da letra, é de costume fazer a troca de letras como b por d e até escrevê-las na ordem inversa. No sentido espacial é de costume trocar a direita com a esquerda, podendo ser confundido com déficit de atenção /hiperatividade, dispraxia, discalculia ou disgrafia, por serem de sintomas parecidos. As causas físicas da dislexia tem uma sugestão de origem genética, outro fator que tem sido estudado é a exposição do feto a doses exageradas de testosterona, hormônio masculino durante a sua formação,. A dislexia pode também  ser explicada por causas físico-quimicas, durante a gestação, é uma condição que manifesta por toda a vida não constatando a cura. Em alguns casos remédios e estratégia de compensação auxiliam os disléxicos a conviver e superar suas dificuldades com a linguagem escrita. As causas de má formação congênita devem ser corrigidas por meio de cirurgia e tratamentos medicinais. Muitas dessas causas tem a ver com alterações do sistema crânio sacral que precisa ser detectadas e corrigidas, há outras causas que se referem ao sistema proprioceptivo,  ainda não confirma cura desse mal.
           Existem vários fatores que influenciam a dislexia, dentre os quais podemos citar, os padrões de movimentos oculares. Outros fatores bem mencionados como: familiaridade, freqüência, idade da aquisição, repetição significado e contexto, regularidade de correspondência entre ortografia - som ou grafema-fonema e interações. Segundo DUBOIS, 1993, p. 197, a dislexia é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos e que as vezes mal reconhecidos, e fonemas muitas vezes mal identificados. Ainda segundo DUBOIS, a dislexia não é uma doença, mas um fracasso inesperado ou mesmo um defeito na aprendizagem da leitura, sendo pois, uma síndrome de origem lingüística. As causas ou etiologia da síndrome disléxica são varias e dependem do enfoque ou da analise do investigador para detectá-las. Muitas das causas da dislexia resultam de estudos comparativos entre disléxicos e bons leitores. Podem ser citadas algumas causas como: hipótese de déficit perceptivo, hipótese de déficit fonológico, hipótese de déficit na memória. Os  investigadores na área de psicolingüística aplicada a educação escolar apresentam a hipótese de déficit fonológico, como a que justificaria o aparecimento de disléxicos com confusão espacial e articulatória. São considerados como sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita, os seguintes erros: confusão de letras simétricas, confusão por rotação e inversão de silabas, confusão por proximidade articulatória e seqüelas de distúrbios da fala, omissão de grafemas e omissão de silabas. Algumas características lingüísticas que envolvem as habilidades de leitura e escrita , mais marcantes das crianças disléxicas são:
- acumulação e persistência de seus erros de soletração, ao ler e de ortografia ao escrever.
- confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço como: b-d; d-b; d-q; n-u; w-m; a-e;
- confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x; c-g; m-b-p; v-f;
- inversões parciais ou totais de silabas ou palavras  me- em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Segundo CONDEMARIM (1987, p.23) outras perturbações da aprendizagem podem acompanhar os disléxicos como:
Alterações na memória, alterações na memória de séries e de seqüência, orientação direita-esquerda, linguagem escrita, dificuldades em matemática, confusão com relação as tarefas escolares, pobreza de vocabulário, escassez de conhecimento prévios(memória de longo prazo). Nesses casos mencionados podem ser indicados algumas causas ou fatores de ordem pedagógico-linguistico que favorecem a aparição das dislexias, são indicadas as seguintes:
- atuação de docente não qualificado, para o ensino da língua materna, como exemplo um professor (a) sem formação superior na área do magistério escolar, ou sem a formação pedagógica em nível médio, pois o mesmo desconhece a fonologia aplicada a alfabetização ou conhecimento lingüístico metalingüísticos aplicados aos processos de leitura e escrita. Por tais ocorrências podemos obter os seguintes resultados:
- crianças com tendências a inversão;
- crianças com deficiência de memória de curto prazo;
- criança com dificuldades na discriminação de fonemas ( vogais e consoantes);
- vocabulário pobre;
- conflitos emocionais  e meio social;
- crianças com dislalia;
- crianças com lesão cerebral.
A dislexia como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. No caso de adulto tais dificuldades quando ocorrem depois de um acidente vascular cerebral, ou traumatismo cerebral, dizemos que se trata de dislexia adquirida.  O  diagnostico da criança disléxica deve ser feito e confirmado por um  neurolinguista  e pelo  professor da língua materna, com formação na área de letras e com habilitação em pedagogia.  Como a dislexia é um dos distúrbios mais acentuados na área da educação, podemos citar alguns desses casos:

2.3.1 - Dislexia fonológica

            Caracterizada por uma dificuldade na leitura oral de palavras pouco familiares, já que a dificuldade encontra-se na conversação /letras e som, a mesma é normalmente associada a uma disfunção do lóbulo temporal.

2.3.2 - Dislexia diseidética ou visual

           É uma dificuldade na leitura, caracterizada por um problema de ordem visual, ou seja, o processo visual é uma deficiência, está associado a  uma disfunção no lóbulo occipital.este leitor lê por meio de um processo extremamente elaborado de analise e síntese fonética. Quando não ocorre o reconhecimento visual é necessário que ocorra a decodificação, depois faz-se o registro na memória através do sistema semântico nesse caso precisamos de memória de longo prazo, a qual é consolidada durante o sono.



2.3.3 - Dislexia mista

           É caracterizada por leitores que apresentam problemas dos dois subtipos (disfonética e deseidético) sendo associado as disfunções dos lóbulos prefrontal, occipital e temporal, neste caso a criança  lê silabado.

2.4 – DISLALIA

          É um distúrbio da fala caracterizado pela dificuldade em articular as palavras.  Basicamente consiste na  má pronuncia das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um fonema por outro e as vezes fonema por silabas, ou até mesmo distorcendo-os. Os sintomas da dislalia consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas. A palavra do dislálico é fluida, podendo ser até ininteligível e o desenvolvimento da linguagem chega a ser normal ou levemente retardado. Até os quatro anos os erros na linguagem são normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se continuar falando errado. A dislalia, troca de fonemas (sons e letras), pode afetar também a escrita. Alguns fonoaudiólogos consideram que a dislalia não seja um problema de ordem neurológica mas de ordem funcional. Segundo eles o som alterado pode se manifestar de diversas formas, havendo distorções de sons muito próximos, mas diferente do real. Como exemplo trocar máquina por mánica.  Dificuldades na linguagem oral, que pode interferir no aprendizado da escrita. A criança omite fazendo a substituição ou mesmo acréscimos de sons, como exemplo apresentamos:
Omissão: tomei-omei
Substituição: barata – balata
Acréscimo: atlântico – atelântico.
Quando não se encontra nenhuma alteração física a que possa ser atribuído a dislalia, esta é chamada de dislalia funcional, nesses  casos pensa-se em hereditariedade, imitação ou alterações emocionais e entre essas nas crianças, é comum a dislalia típica dos hipercineticos ou hiperativos.


2.5 DISGRAFIA




2.6 – DISCALCULIA

          Definido como uma desordem neurológica especifica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. Pode ser causada por um déficit de percepção visual. Esse termo discalculia, é usado frequentemente ao consultar especificamente a inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas. É definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas. É uma inabilidade menos conhecida, e ocorre em pessoas de qualquer QI, mas significa que tem frequentemente problemas específicos com matemática, tempo, medida etc. não é rara e.há evidencias de que a discalculia pode ser hereditária. Essa palavra é relacionada cálculos, é portanto um impedimento da matemática, atinge crianças e adultos. Pode ser detectada em uma idade nova e medidas podem ser tomadas para facilitar o enfrentamento dos problemas dos estudantes mais novos. O problema principal esta em compreender que o problema não é a matemática e sim a maneira que é ensinada as crianças. A discalculia é menos conhecida dos tipos de desordens de aprendizagem e assim não é reconhecida frequentemente. Alguns sintomas mais freqüentes da discalculia:
- dificuldades com os números e confusão de sinais.
- problema em diferenciar entre esquerdo e direito;
- falta de senso de direção (para o norte, sul, leste e oeste) e dificuldade com o compasso;
- inabilidade de dizer qual dos dois números é o maior;
- dificuldades com tabela de tempo;
- dificuldades com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos;
- a inabilidade de compreender  o planejamento financeiro ou incluir no orçamento nivelar as vezes em nível básico, como estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.
- dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distancia por exemplo se  algo esta afastado 10 ou 20 metros 
- inabilidade de aprender e recordar conceitos matemáticos, regras, formulas e seqüências matemáticas;
- dificuldades de manter a contagem durante o jogo.
 Tais  circunstancias podem conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos, (por exemplo, números), por isso é importante que o professor trabalhe bem esse lado a fim de resgatar esses alunos o quanto mais cedo, para não se tornarem vitimas da fobia  matemática.

2.7 - TRANSTONO POR DEFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE

          Déficit é apresentado pela diminuição na capacidade de desempenhar determinada ação. O Transtorno do déficit de atenção com hiperativide (TDAH), é um transtorno neurobiológico, inicialmente vinculado a uma lesão cerebral mínima. A doença nasce com o individuo, e já aparece na pequena infância, quase sempre acompanhando o individuo por toda a sua vida. Esse transtorno se caracteriza por sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade, mesmo quando o paciente tenta não mostrá-lo. Alguns estudiosos caracterizam o TDAH de problema de saúde mental que tem como características básicas a desatenção, a agitação e a impulsividade., podendo levar a dificuldades emocionais de relacionamentos, bem como o baixo desempenho escolar. Alguns sintomas relacionados a desatenção são:
- não presta atenção a detalhes
- tem dificuldades para se concentrar;
- não presta atenção ao que lhe é dito por alguém.
- tem dificuldades em seguir regras e instruções;
- desvia a atenção com outras instruções;
- não terminar o que começa;
- ser desorganizado;
- evitar atividades que exija um esforço mental continuado;
- perder coisas importantes;
- distrair – se facilmente com coisas alheias ao que está fazendo;
- esquecer compromissos e tarefas;
- problemas financeiros;
- tarefas complexas se tornam entediantes e ficam esquecidas;
 - dificuldades em fazer planejamento de curto ou de longo prazo.

Sintomas Relacionados a Hiperatividade / Impulsividade
- ficar remexendo as mãos e ou os pés quando sentado;
- não permanecer sentado por muito tempo;
- pular correr excessivamente em situações inadequadas;
- ser barulhento em atividades lúdicas;
- ser muito agitado;
- falar em demasia;
- responder as perguntas antes de concluídas;
- ter dificuldades de esperar a sua vez
- intrometer-se em conversas ou jogos dos outros.
Para de diagnosticar um caso de TDAH, é necessário que o indivíduo apresente no mínimo seis dos sintomas de desatenção ou seis dos sintomas de hiperatividade, alem disso os sintomas devem manifestar – se em pelo menos dois ambientes diferentes e por um período superior a seis meses. As pesquisas têm apresentado como possíveis causas de TDAH a hereditariedade, problema durante a gravidez ou no parto, exposição a determinadas substancias pesadas, ou problemas familiares como: funcionamento familiar caótico, alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução, baixo nível sócio econômico, ou famílias com apenas um dos pais. Alto grau de agressividade nas interações familiares pode contribuir para o aparecimento de comportamento agressivo ou de oposição desafiante nas crianças. O diagnóstico do TDAH é fundamentalmente clinico, podendo se feito por profissional que conheça profundamente o transtorno e uma vez diagnosticado, o tratamento baseia-se em medicação se necessário e acompanhamento psicológico e fonoaudiológico ou psicopedagógico. Somente um médico e preferencialmente psiquiatra ou psicólogo, devera caracterizar uma criança de portadora de TDAH, os mesmos podem avaliar  e confirmar a suspeita de outros profissionais de áreas afins como fonoaudiólogos, educadores e psicopedagogos e encaminhar a criança para o devido diagnostico. 


2.8 – CONCLUSÃO

           Na infância e adolescência é freqüente  a presença de dificuldades escolares, podendo em alterações como: agitação passividade, inibição, falta de atenção e aproveitamento escolar abaixo do esperado. Os distúrbios de aprendizagem podem ser parciais, quando a criança apresenta pouco aproveitamento em uma disciplina, mas vai bem nas demais. O aprendizado engloba varias áreas tais como: memória, pensamento,  compreensão, comunicação orientação espacial e depende principalmente de aspectos emocionais como autonomia segurança auto-estima e  sociabilidade.   É importante observar o inicio do aparecimento dos problemas de aprendizagem, pois uma dificuldade de aprendizagem faz parte desta aquisição de conhecimento, podendo prejudicar o desenvolvimento da criança. Cada criança tem um rítimo que depende de sua assimilação, não se pode restringir aprendizagem à questão de inteligência ou de competência, pois aprender faz parte do desenvolvimento de cada criança. A aprendizagem esta sujeita à relação estabelecida com o desejo de saber, com a posição diante da situação ativa ou passiva do adolescente ou da criança. Não se trata portanto, de uma característica inata,  exige bastante atenção para que a criança não estigmatizada como quem não sabe, que não tem inteligência, pois assim ela sentirá que há uma porta aberta para ela rumo ao conhecimento e o seu crescimento intelectual. Na observação do desenvolvimento da criança é muito importante a cooperação da família, não se deve deixar as crianças somente aos cuidados da escola, vale a pena ressaltar que muitos casos pode ser ate hereditário e outro pelo convívio que a criança tem. A criança não é um produto determinado por falas e condenações, os pais devem auxiliá-las, mas não pressioná-las. Entende-se que a aprendizagem e a construção do conhecimento são processos naturais e espontâneos do ser humano e a aprendizagem escolar é considerada um processo natural.       
 




REFERÊNCIAS

DUBOIS, Jean et Alii. (1995), Dicionário de lingüística, SP: Cultrix.

CONDEMARIN, Mabel, BLONQUIST, Marlys. (1989). Dislexia, manual de leitura corretiva, 3ª ed. Tradução de Ana Maria Netto Machado. Porto Alegre: Artes Médicas.
Disponível em: http//pt.wikpedia.org/wiki/dislalia. Acessado em 01/08/2008

INTERDISCIPLINARIDADE

INTERDISCIPLINARIDADE
Aluna: Waldeni Monteiro Fontes
Graduada em Ciências Biológicas (CEULP-ULBRA)
Normal Superior (UNITINS)
Docente: Profª. Ms. Edna Maria Cruz Pinho
E-mail: waldenif@hotmail.com



RESUMO

Este artigo tem por objetivo esclarecer a necessidade e a importância da execução de projetos interdisciplinares na escola. Sendo que o mesmo tem um significado de grande relevância no que se refere ao desenvolvimento e a participação dos alunos. Esta prática ainda é muito almejada nas escolas, pois não tem sido desenvolvida de forma a satisfazer os desejos de muitos. A interdisciplinaridade tem um sentido de troca de informações, a mesma precisa ser compreendida para não haver desvio na sua prática. Para o educador este cenário de práxis pode estimular as suas competências apresentando-se como possibilidade de reorganização dos saberes. A aprendizagem da atitude interdisciplinar garante para os que a praticam um grau elevado de maturidade. Este trabalho foi desenvolvido através de pesquisas bibliográficas e atividades em grupos em sala de aula, nas apresentações realizadas houve grande aprendizado do conteúdo mencionado.



 Palavras-chave: projeto, interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade.


1 – INTRODUÇÃO


          O estudo realizado sobre projetos interdisciplinares, apresenta formas de analisar os conhecimentos teórico-metodológicos da prática docente, de acordo com a perspectiva interdisciplinar, esclarecendo as características básicas para a construção e desenvolvimentos de tais projetos, com possível inserção no currículo escolar. Neste contexto de estudos apresenta a importância da prática da pesquisa e a interação de diversas áreas de estudos, assim como a integração de diferentes disciplinas. Tendo em vista a possibilidade de aprofundamento, reflexão e compreensão a cerca da função social do professor, a partir de analises da realidade local, dos problemas e soluções contextualizadas, isto porque na realização de projetos interdisciplinares precisa haver discussões entre professores e alunos a fim de obter um resultado satisfatório à comunidade escolar. É mencionado as notáveis diferenças existentes entre a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade, que para compreendê-las é fundamental ter um raciocínio dialético, orientado no sentido de aprender seu movimento e seu potencial, analisar os fenômenos numa dimensão de totalidade e capitar suas múltiplas determinações e a lei que rege sua transformação. Para alcançar os objetivos propostos de uma aprendizagem sucinta, faz-se necessário as contribuições de diversas disciplinas, gerando dessa forma possibilidades novas e oportunidades de um novo saber. Nessa prática interdisciplinar, são tomadas idéias básicas, conceitos e elos de ligação entre as questões estudadas com a contribuição de diversas disciplinas, e desta forma, chega assim atingir a compreensão da realidade.


2 – DESENVOLVIMENTO


2.1 – PROJETO

          O desenvolvimento de um projeto pode ser considerado como: lançar idéias para frente, prever as etapas de um trabalho, e definir aonde se quer chegar, Durante o trabalho prático, saberermos como agir, que decisões tomar e qual o próximo passo a dar na direção do objetivo desejado. Segundo ANTUNES, um projeto é em verdade uma pesquisa ou uma investigação, desenvolvida sobre um tema ou tópico que seja interessante para se conhecer, e que deverá ser desenvolvida com participação dos  alunos. O maior sucesso de um projeto é a participação dos alunos e o esforço investigativo, em busca da resposta para o tema proposto e que nesta busca, abre caminhos para um aprendizado prazeroso, isto porque o aluno se sentirá honrado em participar do desenvolvimento de um projeto.
          A forma mais viável para se estudar projetos é considerá-lo como um complemento de uma ou mais disciplinas, uma boa observação é que o projeto é feito com as crianças e não para as crianças, desta forma pode se dizer que as mesmas são sujeitos ativos e participantes da divulgação passando pela pesquisa. Portanto o trabalho com projetos deverá atender ao interesse das crianças como alunos.
         Este trabalho demanda envolvimento, responsabilidade e compromisso, neste sentido essa atitude desenvolve a cooperação e a solidariedade entre alunos e educadores. O papel do educador no projeto e sua intervenção, não prejudicam a participação das crianças, mas auxilia e orienta no seu desenvolvimento. O educador, opina, toma decisões, planeja os trabalhos e influi no processo, é também um consultor um mediador e articulador, portanto seu papel não pode faltar. O projeto deve ser flexível e ainda responder as demandas do trabalho, mantendo-se aberto a ajustes se necessário. O uso do tempo e do espaço e a organização do grupo são partes integrantes do projeto.
          Um projeto envolve complexidade e resolução de problemas, possibilitando a analise, a interpretação e a crítica por parte das crianças. Isto implica construir coletivamente uma questão que irá acompanhar o grupo em todo seu percurso e servirá de referencia para debates, discussões e reflexões.
         Para maior aproveitamento do trabalho desenvolvido pelas crianças (alunos), a avaliação deverá estar presente em todo processo desde o começo da execução do cronograma, e não somente quando o projeto está no final ou quando não der certo os acontecimentos.
          Um projeto deverá conter um tema delimitado como ponto de partida, que faça parte da realidade do aluno, que envolva outras disciplinas. Deve ter introdução, justificativa, objetivos: geral e especifico, metodologia, cronograma e resultado final.


2.2 – INTERDISCIPLINARIDADE

         
          A interdisciplinaridade inclui a troca, o intercambio das diferentes disciplinas, objetivando a integração total entre alunos e professores. É, portanto a integração das diferentes áreas de conhecimento, isto é uma integração real das disciplinas entre si, tornando um real trabalho de cooperação e troca, que por sua vez torna-se aberto ao diálogo e ao planejamento ( JAPIASSU, 1976).
          Para MARTINS, a interdisciplinaridade quando bem entendida, é sobre tudo, um tema nuclear que aglutina ou atrai saberes de varias disciplinas, que possam contribuir para desenvolver e complementar sua significação. No sentido interdisciplinar de somatória é tratado como uma globalização ou mesmo uma junção de matérias, que conduz ao aprofundamento de determinado conhecimento, também vê-se interdisciplinaridade como um todo, e com os elementos que a compõem sempre articulados e integrados entre si e com estruturas  coerentes e inter-relacionados.
           O trabalho com projetos interdisciplinares tem que abordar o assunto temático como um todo, pois as significações das partes se integram e se completam na totalidade, e estão vinculadas por intimas ligações às quais podem originar novos conhecimentos e novos conceitos. A organização dos projetos coletivos de pesquisa deverá ser por meio de planejamento conjunto de diversas matérias disciplinares estabelecendo:
- um só objetivo a ser almejado;
- partilha de tarefas a serem realizadas em vista desse objetivo;
- caminhos de exploração diferentes, de acordo com as disciplinas;
- conceitos múltiplos a partir do enfoque de cada disciplina. 
Se assim for os conhecimentos sobre o tema escolhido não serão compartimentalizados, mas interligados produzindo uma dimensão ampliada e socializada ao assunto que é objeto de estudo.
          É bom saber que para melhor aproveitamento do grupo, os resultados dos estudos e pesquisas realizados pelos diferentes grupos das disciplinas, deverão ser apresentados em seminário amplo, para maior troca e integralização de conhecimentos e das experiências adquiridas, devendo ser complementadas pelos professores das  classes participantes do projeto.
          Quanto a avaliação, poderá ser grupal ou se dar pela observação da participação individual no trabalho coletivo ou mesmo de maneiras convencionais.


2.3 – MULTIDISCIPLINARIDADE

          Quando se integra diferentes conteúdos de uma mesma disciplina ou ainda conteúdos de disciplinas distintas, sem a preocupação de se integrarem e cada disciplinas possui seu próprio objetivo. A multidisciplinaridade não possui a prática de um trabalho cooperativo. Para JAPIASSU (1976), a multidisciplinaridade se resumiria a um conjunto de disciplinas a serem trabalhadas simultaneamente sem que as relações entre as partes sejam explicitas por meio de objetivos pedagógicos claros e bem definidos.


2.4 – PLURIDISCIPLINARIDADE

          Na pluridisciplinaridade, os professores trabalham o mesmo tema, porem sem integração, continua assim os                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      departamentos individuais das disciplinas. Não existe nenhuma integração entre as diferentes disciplinas, não há também nenhum relacionamento entre os diferentes tipos de saberes, o conhecimento não é integrado.  Os professores podem trabalhar com um tema único, mas sem devida unificação, poderá acontecer alguma troca, mas esta não alcançará um nível de real integração e fusão de diferentes conhecimentos.  Para JAPIASSU (1976), torna-se uma justaposição de varias disciplinas  com um mesmo nível hierárquico,    agrupadas de modo a fazer aparecer as relações existentes entre elas, mas não menciona a integração professor e aluno,  nem diz respeito a cooperação de grupos e a pesquisa.                                                                                                                     


2.5 – CONCLUSÃO

          Através de estudos realizados sobre o tema projetos interdisciplinares, entende-se que o mundo não se constitui de fenômenos isolados, mas sim complementares entre si, e que não existe no subconsciente dos alunos departamentos para cada disciplina isoladamente.  O reconhecimento de tais relações, muitas vezes contraditórias, significa um avanço considerável na compreensão dessa realidade tão complexa, e que dessa forma, a transcendência dos limites disciplinares do conhecimento, torna-se uma condição fundamental ao olhar abrangente da interdisciplinaridade.  
          O fator inicial do saber interdisciplinar traz uma idéia de relação entre as partes de um dado conhecimento e abre caminhos para uma ampla integração. Portanto, interdisciplinaridade, significa relação entre as disciplinas evidenciadas por uma abordagem pedagógica curricular. A interdisciplinaridade não é uma categoria de conhecimentos, mas de ação. Não é somente a integração de conteúdos, mas a inter-relação entre diferentes disciplinas, considerando seus objetivos e metodologias próprias. A interdisciplinaridade busca a ressignificação da idéia de disciplina com seu objeto formal, e nesse sentido, não o nega, mas fortalece-o.
          Dá-se a conclusão que a interdisciplinaridade é uma categoria de ação e agir, com uma intenção de assumir uma atitude considerando o tempo e o espaço e, contudo valorizando a participação dos alunos tornando-o sujeito da situação. Enquanto que a multidisciplinaridade e a pluridisciplinaridade, não tem por objetivo a integração ou a inter-relação das disciplinas, não influencia o trabalho de pesquisa dos alunos e a integração com os professores.
         


REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

MARTINS, Jorge Santos. O trabalho com projetos de pesquisa; do ensino fundamental ao ensino médio. Campinas, SP: Papirus, 2001.

ANTUNES, Celso. Um método para o ensino fundamental: o projeto. 4 ed. Petrópolis, RJ: vozes, 2001

JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.